sexta-feira, 20 de março de 2009

Azeite Cartuxa ganha 1º prémio no Concurso Nacional do Azeite


O Concurso Nacional do Azeite, realizado no âmbito da VII Feira Nacional da Olivicultura, que teve lugar em Campo Maior, distinguiu o azeite virgem extra Cartuxa da Fundação Eugénio de Almeida com o 1º Prémio.
Produto emblemático do Alentejo, utilizado na alimentação mediterrânica desde há 6000 anos, o azeite é uma das apostas estratégicas de futuro da actividade agrícola da Fundação Eugénio de Almeida, que explora actualmente uma área de olival com cerca de 200 hectares; 70 hectares na Herdade do Álamo da Horta e 130 hectares na Herdade do Álamo de Cima.
A Fundação Eugénio de Almeida acreditando no valor desta cultura já tem em comercialização o azeite virgem extra Cartuxa, extraído exclusivamente da variedade Galega, com proveniência no olival do Álamo da Horta, plantado há mais de 50 anos. Para além deste azeite comercializa também as marcas São Bruno e Azeite dos Álamos.
É na Herdade do Álamo da Horta que se situa o lagar da Fundação Eugénio de Almeida. Esta moderna unidade garante uma total automatização do processo industrial, assegurando a extracção do azeite sem produção de águas-russas e utilizando, apenas, materiais que salvaguardam a qualidade do azeite obtido; aço inox e telas de qualidade alimentar.
Com a preocupação de respeitar o ambiente, este lagar dispõe de uma unidade de tratamento das águas de lavagem que permite a sua posterior utilização na rega do olival.
Hoje, com a "redescoberta" da importância do azeite como um dos principais ingredientes de uma cozinha saudável, este produto tão típico da agricultura alentejana pode tornar-se de novo num dos principais sucessos agro-comerciais do Alentejo.
CARTUXA, azeite virgem extra
O azeite Cartuxa é um azeite de qualidade superior, proveniente maioritariamente de azeitonas da variedade Galega, seleccionadas pelo seu perfeito estado sanitário e de maturação, extraído num lagar moderno, amplo e sofisticado e que, honrando o seu nome, passa por um período de repouso e solidão, nas melhores condições de conservação.
Pela sua complexidade e harmonia de cheiros e sabores pretende-se que seja, igualmente, um dos tesouros da nossa região, recordando o gosto de uma tradição bem portuguesa.

Friede,


FRIEDE, TOLERANZ, WAHRHEIT:GRÜßE AUF ALLEN PUNKTEN DES DREIECKS


Tu was du willst, soll sein das Ganze des Gesetzes.


Liebe ist das Gesetz, Liebe unter Willen.


Dr. Everton

Gerson Silva.'.

Cartuxa Colheita Tinto


Histórico:

A CARTUXA DE SANTA MARIA SCALA COELI foi construída em Évora, entre 1587 e 1598, pelo Arcebispo D. Teotónio, da Casa de Bragança, a qual, uma vez reinante, enriqueceu artisticamente a igreja: no século XVII D. Pedro II com pórtico e fachada de mármore, admirada do exterior, no XVIII D. João V com retábulo de talha dourada; por isso esta igreja foi declarada monumento nacional em 1910.
O mosteiro em si é pobre e simples, mas espaçoso: o claustro, com jardim de um hectare, é o maior de Portugal. Nele se encontram as celas, onde os cartuxos se consagram a Deus numa vida de oração na solidão e no silêncio. Das celas vão ao coro três vezes, Missa de manhã, Vésperas à tarde, Matinas e Laudes à meia-noite: quatro horas de canto gregoriano, sem acompanhamento instrumental, parte em latim mas a maior parte em português.
Como pobres de Cristo, os próprios monges atendem à manutenção da comunidade, mas os que para tal têm de sair da cela (ordinariamente os não sacerdotes), trabalham ainda em solidão e em silêncio. A austeridade da sua vida permite-lhes reduzir esse tempo em favor duma larga dedicação, na cela, às ocupações do espírito: devoções, leitura, meditação, contemplação.
A clausura, da qual não saem senão por necessidade e na qual ninguém entra senão por exceção, apenas os varões, ajuda a criar um ambiente favorável para a união com Deus. Precisamente essa união com o seu Senhor acende nos seus corações a caridade, que os move a rezar intensamente pela salvação de todos os homens e também os leva a unir-se intimamente aos outros solitários com quem convivem no mosteiro.
Esta união praticam-na e exprimem-na nas festas, que celebram com atos comunitários mais freqüentes: cantam mais tempo na igreja, comem juntos, conversam pela tarde. Outra tarde por semana as em de passeio, conversando entre si, pelos campos alentejanos, que ao norte da cidade estão despovoados e desertos.
O mosteiro fica perto de Évora e o seu sino, especialmente o da meia-noite, forma parte do encanto da cidade-museu, patrimônio da humanidade. Hoje a Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli é considerada pelos eborenses como um dos seus tesouros, artístico e, ainda mais, espiritual. E assim foi durante os séculos XVII e XVIII; naqueles tempos professaram nesta e noutra cartuxa que existiu em Lisboa, um português cada ano. Mas em 1834, as forças revolucionárias expulsaram os cartuxos, junto com todos os religiosos. O mosteiro passou a ser do Estado que o aproveitou para Escola de agricultura (a monumental igreja serviu de celeiro...). No fim do século a família Eugénio de Almeida adquiriu as ruínas. A meados do XX o herdeiro, Vasco Maria, Conde de Vil´alva, decidiu restaurar o mosteiro e devolvê-lo à Ordem. Sete foram os fundadores em 1587 e sete os restauradores em 1960. A partir de então a vida cartesiana renasceu e reviveu em Santa Maria Scala Coeli, aberta ao ingresso de novas vocações portuguesas.
As comunidades contemplativas são sempre pequenas e as cartusianas ainda mais (diziam os antigos que os cartuxos não se contam, só se pesam...): para a vida litúrgica e a vida pobre desta Ordem, a tradição conformava-se com a dúzia, o "apostolado". Grande é o atrativo que a Cartuxa exerce em Portugal, muitos os que se interessam por esta vida, mas a Ordem prefere manter a pureza dos seus costumes herméticos e contemplativos, selecionando bem os candidatos. É sempre possível e aconselhável uma visita, uma experiência, e Deus escolhe então os seus. Todavia, o bom Deus não lhes pede qualidades especiais para o canto, nem forças ou esperteza para o trabalho, nem habilitações para os estudos: apenas quer fé e amor, generosidade e desprendimento, e algo de que os cartuxos falam muito: simplicidade, no sentido de saber reduzir-se ao essencial, que é Deus, e renunciar a tanta coisa supérflua que a sociedade julga indispensável mas de que o solitário nem se lembra.
Essa vida simples mas profunda e elevada, vida divina no seu termo embora humana nos seus condicionamentos, desenvolve-se num mosteiro amplo, aberto ao céu alentejano, alegre na cal das suas paredes e no verde perene das suas plantas: laranjeiras, ciprestes, buxo, murta. Um "deserto" de 80 hectares rodeia e protege a casa, com eucaliptos, sobreiros, oliveiras, pastos para uma cabana de brancas vacas.
Esta cartuxa, o único mosteiro contemplativo masculino em Portugal, tem como orago e padroeira Santa Maria Scala Coeli, Escada do Céu, avocação equivalente à Assunção de Nossa Senhora, mistério marial representado na sua majestosa fachada. A Virgem Branca olha, do seu trono de mármore da cartuxa de Évora, para as necessidades dos seus filhos portugueses e eleva ao Céu as suas mãos puras, numa prece solícita e maternal. Com ela e como ela, os filhos de São Bruno sentem como próprias as alegrias e aflições dos seus irmãos, e apresentam também a Deus a sua súplica enternecida. Os cartuxos não pregam, não ensinam; fazem (é palavra de Pio XI) "muito mais": oferecem ao Senhor, em favor de todos os homens, uma vida de sacrifício e oração, renúncia e amor, austeridade e recolhimento, silêncio e solidão, trabalho e liturgia, pobreza e obediência, castidade e estabilidade, ascetismo e misticismo: uma existência, enfim, de fidelidade ao Evangelho e de entrega total a Deus.


Informações Técnicas

Produtor: Adega CartuxaPaís: PortugalRegião: AlentejoSafra: 2004Tipo: TintoVolume: 750 ml
Uva: Aragonez, Trincadeira, Alfrocheiro, Tinta Caiada, Castelão e Moreto. Envelhecimento: Pronto para ser degustado.Temperatura de Serviço: 16 a 18ºCTeor Alcoólico: 14% Vol.
Para meu Mestre: Dr. Everton.'.
Éverton.'.
93,93/93
Gerson Silva.'.

Bom fim de Semana, Beba bons vinhos. Segue as dicas...



'Quem manifesta gratidão e alegria encontra a felicidade imediatamente.'


Dr. Everton.'.

Para conhecimento. Atenção...




Rio de Janeiro, 17/03/2009.
Prezados Adriano e Alexandre,

Acabo de ler, com surpresa e tristeza, a correspondência eletrônica da
Miolo sobre o curso de formação de sommeliers que estaria a patrocinar
por intermédio do Sr Rabacchino, representante da FISAR, na região do
Piemonte, uma das confederações que trabalham na formação profissional
de hoteleiros e de restauradores, na Itália.

Surpreso por haver a Miolo, empresa de conceito internacional, se
rendido ao encanto de pessoa que, sem o menor escrúpulo, alardeia que
concederá certificado de sommelier, com reconhecimento internacional, em
apenas cinco dias. Certamente essa pessoa deve ter um conhecimento e uma
ferramenta realmente poderosa para poder formar um profissional, em tão
curto espaço de tempo, como está se propondo. Tristeza, por constatar
que uma empresa Nacional, com a qual convivemos há tantos anos, sequer
tenha tido a idéia de consultar a UNICA Associação de Sommeliers do
Brasil, com filiais no país inteiro, fundada por mim há 25 anos, a
respeito do desejo de promover curso dessa natureza.

Devo informá-los de que, após 20 anos de insistente luta e dedicação,
encontra-se em tramitação final no Congresso Nacional o projeto de lei
de regulamentação da profissão do sommelier, de iniciativa do Senador
Edson Lobão, atual Ministro das Minas e Energia da Republica, no qual
prevê o reconhecimento desse profissional mediante habilitação em cursos
ministrados por instituições oficiais ou privadas, nacionais ou
estrangeiras, ou mediante comprovação do exercício efetivo da profissão
há mais de três anos.

Aliás, oportuno também se faz esclarecer que, no momento, a ABS está
organizando o concurso para eleger o melhor sommelier profissional do
Brasil, que irá representar NOSSO PAÍS em Buenos Aires , no Concurso
Pan-americano de Sommeliers, a realizar-se no próximo mês de maio.

Certamente, a Miolo deve ter levado em consideração que o estrangeiro,
para exercer atividade profissional no Brasil, deve obter prévia
autorização governamental. Mas, como Presidente da Associação Brasileira
de Sommeliers, não posso deixar de me inteirar, oficialmente, junto ao
Ministério do Trabalho, da habilitação do Sr. Rabacchino, com vistas a
eventuais providências cabíveis, inclusive ampla divulgação nos órgãos
de comunicação.

Estou certo, porém, de que a honrada e proficiente Administração da
Miolo rejeitará a proposta desse espúrio curso, que, no meu
entendimento, fere os mais comezinhos princípios lógicos de formação
adequada e eficiente de uma profissão tão nobre, que é a do sommelier, e
que tem merecido sempre, inclusive em eventos patrocinados pela ABS, o
valioso incentivo dessa laboriosa empresa, forjada em muitos anos de
tradicional conceito de seriedade, sob contexto familiar.

Cordiais saudações.
Danio Braga

Presidente Associação Brasileira de Sommeliers

Fonte: Site Enoeventos


Repasse
Marcelo Andrade

quinta-feira, 19 de março de 2009

Todos os Blogs de vinhos...ficou fácil...




Caros amigos,

Agora está fácil para que e apaixonando por vinhos tem todas as dicas.

http://www.enoblogs.com.br/ Os maiores formadores de opinião reunidos para ajudar você na compra e dicas muito importante do mundo do vinho.

Gerson Silva.'.


Frases e citações sobre vinhos...


In vino, veritas" (No vinho, a verdade) (Platão)
"Nas vitórias, é merecido, mas nas derrotas é necessário" (Napoleão Bonaparte, sobre o Champanhe)
"Os vinhos são como os homens: com o tempo, os maus azedam e os bons apuram." (Cícero)
"O vinho é a prova constante de que Deus nos ama e nos deseja ver felizes." (Benjamin Franklin)
"O vinho revela os sentimentos." (Horácio)
"O vinho faz esquecer as maiores preocupações." (Sêneca)
"Com o vinho se alimentam as forças, o sangue e o calor dos homens." (Plínio, o velho)
"Quando o vinho entra, os segredos saem." (Textos Judaicos)
"O bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria." (William Shakespeare)
"O vinho e a música sempre foram para mim um magnífico saca-rolhas." (Anton Pavlovitch Tchékhov)
"Quando o vinho desce, solta-se a língua do homem." (Textos Judaicos)
"O vinho é o amigo do moderado e o inimigo do beberrão." (Avicena)
"O vinho consola os tristes, rejuvenesce os velhos, inspira os jovens, alivia os deprimidos do peso das suas preocupações." (Lord Byron)
"O vinho que se bebe com medida jamais foi causa de dano algum." (Miguel de Cervantes)
"O vinho foi dado ao homem para acalmar suas fadigas." (Eurípedes)
"O vinho é composto de humor líquido e luz." (Galileu Galilei)
"Vence as preocupações com o vinho." (Petrônio)
"O vinho é o sangue da terra." (Plínio)

quarta-feira, 18 de março de 2009

Gostaria da ajuda de meus amigos...


Até 1996 Robert Parker nunca deu nota 100 para um vinho? Verdade ou mentira.

Convite para Degustação Cortesia Vinhos Italianos‏


As adegas milionárias...




Existe um pequeno grupo de afortunados brasileiros que, além de ter dinheiro, poder, grandes negócios e um nome famoso, são donos de inacreditáveis tesouros engarrafados. Só os amigos com quem compartilham a milionária paixão fazem idéia do que eles guardam em seus fabulosos subterrâneos. Trata-se das mais fantásticas adegas do Brasil. Pertencem a colecionadores como o ex-prefeito Paulo Maluf, o homem de televisão José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, o empreiteiro Emílio Odebrecht, os herdeiros do também empreiteiro Sebastião Camargo, o industrial Ivo Rosset, o ex-senador Gilberto Miranda, as estrelas da medicina Silvano Raia e Fúlvio Pileggi, o banqueiro Walter Moreira Salles, o magnata dos shopping centers Roberto Baumgart e alguns outros figurões. É assombroso o que eles armazenam em suas cavernas dignas de Ali Babá: vinhos e mais vinhos de rótulos lendários que valem 1 000, 2 000 e até 10 000 dólares a garrafa. Uma única taça de semelhantes preciosidades pode custar 25 salários mínimos, ou 230 gramas de ouro. Não se monta uma adega de tal porte com menos de 500 000 dólares. As maiores estão avaliadas entre 3 e 5 milhões de dólares pelos especialistas do mercado.
Cinco milhões de dólares em vinho? Para clonar uma adega igualzinha à de Baumgart, o caro leitor, que se deleita com um agradável Chianti de 20 reais no acompanhamento do macarrão dominical, teria de dispor de uma quantia mais ou menos como essa. A cave de Baumgart fica na parte mais baixa do palácio de cinco pisos, com 5 100 metros quadrados de área construída, que ele inaugurou no ano passado em São Paulo. Desce-se por elevador até a garagem para trinta carros, passa-se por um Rolls-Royce 1950, um Porsche turbo, dois Mercedes, e pronto: ali está a adegona. "É a melhor do Brasil", afirma o especialista Miguel Juliano, cujas 6 700 garrafas incluem raríssimos vinhos Madeira do século XIX. Diferentemente de Juliano, arquiteto e importador de bebidas, de Maluf e de Boni, proprietários de relíquias que sabe-se lá se um dia serão destampadas, Baumgart não tem antiguidades. O que ele tem são quantidades estonteantes de todas – exatamente, todas – as mais célebres e caras bebidas de Bordeaux, a principal região vinícola do mundo, lançadas nas duas últimas décadas.
"Não me arrisco", explica Baumgart. "Compro apenas os melhores." Ele juntou pelo menos 10000 garrafas. Se beber uma por dia, levará 27 anos para esvaziá-las. Não parece haver risco de que isso venha a acontecer. Ele continua comprando muito. Numa de suas recentes aquisições, recebeu um carregamento com setenta caixas da safra de 1990. São doze garrafas por caixa. Portanto, foram mais 840 garrafas. Num canto da adega, pode-se ver o seguinte: treze caixas fechadas de Château Lafite-Rothschild, dezessete de Château Petrus, 22 de Château Latour e 25 de Château Mouton Rothschild, tudo empilhado. Pretende esperar que amadureçam para tirar da embalagem. Somente neste lote, acabou-se de somar 700 000 dólares. Em nichos na forma de losango, repousam os vinhos prontos para beber. Cerca de 90% são de Bordeaux. O resto é quase tudo da Borgonha, a outra grande região produtora da França.
Maluf mostra seus tesouros para Serena e Juliano, dono de um raríssimo Madeira 1870: em matéria de Romanée-Conti, nem o dono da lendária vinícula francesa concorre com o ex-prefeito
A mudança de Maluf – Na Borgonha, as jóias mais cobiçadas vêm do Domaine de La Romanée-Conti. Saem da pequena propriedade, com uma cruz de pedra do século XVIII na entrada, sete vinhos diferentes, de preços estratosféricos. O do topo é um mito chamado Romanée-Conti, do qual se arrolham 6 000 garrafas por ano, disputadas acirradamente pelos bebedores mais ricos do planeta. Das safras ainda disponíveis, a número 1 é a de 85. No Brasil, cada garrafa é vendida por 11.800 dólares. Isso mesmo: 20.300 reais pelo câmbio comercial, suficientes para adquirir dois Uno zero-quilômetro (sobra troco para quatro caixas de vinho chileno comum). Muito bem. Em uma das dezenas de escaninhos de Baumgart repousa uma dúzia de Romanée-Conti 85. Ou seja, mais 141 600 dólares. A caixa foi-lhe oferecida por um vendedor, que reservara seis garrafas para Baumgart e seis para Emílio Odebrecht. Baumgart respondeu que ou comprava tudo ou não comprava nada. Ficou com as doze.
Em matéria de Romanée-Conti, no entanto, ninguém é páreo para Paulo Maluf. Quatro anos atrás, ele deu um jantar em homenagem a Aubert de Villaine, um dos proprietários da vinícola. Villaine foi ver sua adega e ficou abismado. "Nem eu tenho uma coleção como essa de meu próprio vinho", comentou para alguns convidados, depois de constatar que o então prefeito de São Paulo acumulara dezenas de garrafas das suas seis grandes safras do pós-guerra (61, 66, 71, 78, 85 e 90). Estima-se que ele tenha 130, que custariam hoje, por baixo, meio milhão de dólares. "Não confirmo nem desminto", diz Maluf. "Eu coleciono vinhos desde que casei, em 1955, muito antes portanto de entrar na vida pública", acrescenta. "De vez em quando, dentro de minha hospitalidade libanesa, abro vinhos que comprei a preço baixo, na safra, trinta anos atrás."
Na verdade, uma parte importante do acervo líquido de Maluf, 67 anos, já estava em tonéis quando ele nasceu. São os premiers grands crus classés, máximo do máximo de Bordeaux, da remota e quase inigualável safra de 1928. "Ele possui dezenas de garrafas desse ano", garante um freqüentador de sua casa. Tem, igualmente, uma ampla variedade das valorizadíssimas vindimas de 1945, 1953, 1955 e 1959. Considerar um vinho melhor do que outro, porém, como tudo na vida, envolve uma questão de gosto pessoal. O preferido de Maluf é o Château Cheval Blanc 47. Há quem o classifique, por sua maciez, equilíbrio, corpo e aroma, como o tinto do século. Quando surge em leilões na Europa e nos Estados Unidos, os lances vão de 5 000 dólares para cima.
No ano passado, os vinhos de Maluf tiveram de mudar de lugar. Sua adega original ficara pequena. Ele aproveitou uma reforma na garagem para construir outra. O projeto foi inspirado na adega com tijolinhos à vista do cantor espanhol Julio Iglesias, um refinado bebedor. Para transferir as garrafas, Maluf convocou dois amigos. Durante um sábado, os três trabalharam das 11 da manhã à meia-noite. Terminaram a tarefa com as roupas sujas de pó. Como qualquer adega do mesmo nível, ela dispõe de um sistema automático de refrigeração, com umidade controlada. É nessas condições que vinhos excepcionais, colocados na posição horizontal, amadurecem, envelhecem e sobrevivem por décadas, aprimorando suas qualidades. Malconservados, oxidam e podem virar vinagre.
Reprodução Eduardo Arabello
Ethel, Miranda e Pileggi na confraria: Château Petrus e música barroca
Bebedores generosos – Uma característica comum dos supercolecionadores de vinhos é o desprendimento. Não hesitam em apanhar o saca-rolha quando recebem pessoas capazes de realmente apreciar o que vão beber. "É preciso amigos e conhecedores, em qualidade e quantidade, para que se possam abrir essas grandes garrafas", diz Boni. Maluf adora alardear que, nos anos 80, o jornalista Warren Hoge, do The New York Times, foi comer em sua casa. "O que vamos beber?", perguntou Maluf. "Um Romanée-Conti 66", teria brincado o jornalista, referindo-se a uma safra que se compra unicamente em leilões internacionais. Maluf serviu duas garrafas. Em compensação, limitou-se a oferecer uma rodada de cafezinho para a inglesa Serena Sutcliffe, diretora da área de vinhos da casa de leilão Sotheby's, que em setembro passado pediu para conhecer sua nova adega – e, a exemplo do francês Villaine, ficou admirada com o que viu.
Na turma mão-aberta, destacam-se os banqueiros Edemar Cid Ferreira e Miguel Ethel, o cardiologista Fúlvio Pileggi e o industrial Ivo Rosset. A cada quinze dias, nas tardes de sexta-feira, eles se reúnem com mais uma dezena de abonados bebedores para reverenciar Baco na mansão paulista do ex-senador Gilberto Miranda. Formam uma das várias confrarias de vinho que existem atualmente no Brasil. A diferença é que nesta se toma Bordeaux de primeira linha, ao som de música barroca. Cada um leva uma garrafa, cujo conteúdo logo se socializa. O doutor Pileggi eventualmente chega com um Château Petrus (1 000 dólares pelo menos). "Minha mulher já me disse que, se vendesse meus Petrus, eu poderia comprar dois Mercedes", contou certa vez. "Para dar ao meu motorista? Prefiro beber."
Fotos: Oscar Cabral
Boni e algumas de suas 6 000 jóias: segundo os especialistas, ninguém sabe beber vinho tão bem no país
Objeto de desejo – Nessas rodas, Boni tornou-se praticamente uma unanimidade. "É a pessoa que melhor sabe beber vinho no país", afirma o expert e professor de degustações Jorge Lucki. Boni distribuiu mais de 6 000 garrafas da melhor qualidade nas suas três adegas, no Rio de Janeiro, em Angra dos Reis e em São Paulo. "Vinhos são filhos que a gente tem", filosofa. "É difícil gostar mais de um. O conjunto é que importa." Apesar disso, ele guarda com zelo absoluto uma obra-prima: o Château Mouton Rothschild 45 em garrafa de 4,5 litros. Existem 24 no mundo. A dele é a de número 5. Como os autênticos conhecedores, Boni empenha-se em realizar descobertas pessoais, percorrendo as regiões produtoras. Uma delas foi a de um lançamento de Saint-Émilion, o Château Valandraud, que apareceu na França em 1992, por 100 dólares a garrafa. "Boni percebeu nos primeiros goles que esse vinho era uma maravilha e seu preço iria explodir", lembra Elídio Lopes Cavalcanti, diretor da Expand, maior importadora brasileira. "Acertou em cheio. Hoje é um objeto de desejo e cada garrafa sai no Brasil por 1 250 dólares."
Antônio Milena
Hennel: administrando o estoque pessoal pelo laptop
Nos últimos anos, as cotações dos grandes vinhos foram mesmo às nuvens. "Viraram um excelente investimento", diz Edemar Cid Ferreira. "Quem pôde adquirir na época os melhores da safra 82 ganhou pelo menos dez vezes." Felizmente, não é necessário ser um nababo para desfrutar do prazer que um belo vinho proporciona ao olfato, ao palador e à alma. "É muito fácil beber uma ótima garrafa se você tem 1000 dólares para comprá-la", diz o empresário Affonso Brandão Hennel, presidente da Semp Toshiba e dono de uma adega tão bem abastecida que, para saber o que tem, consulta o estoque pelo seu laptop. "O desafio do bebedor competente é encontrar um vinho na faixa de 20 a 30 dólares que também lhe dê satisfação." Como encontrá-lo? "Esqueça as regiões mais famosas e procure os bons produtos de países como Chile, Argentina, Espanha, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia", sugere Hennel. "Você não gastará muito, terá belas surpresas e poderá começar a formar sua adega."

segunda-feira, 16 de março de 2009

Um a adega bem montada...



deve apresentar diversidade e produtos para todas
as ocasiões. Tenha sempre alguns espumantes, vários brancos, tintos mais leves e
outros encorpados, vinhos de colheita tardia e também fortificados, como o Porto.
Também é recomendável ter garrafas de guarda, para abrir numa ocasião especial,
e outras mais simples, para consumir no dia-a-dia sem preocupação.

Toscana...



A Toscana disputa com o Piemonte o título de mais importante região vinícola da Itália.
Se no Piemonte a estrela é a uva Nebbiolo empregada nos Barolo e Barbaresco, na Toscana brilha a sedutora
Sangiovese, usada nos Chianti e nos cobiçados Brunello di Montalcino, que sem dúvida estão entre os ícones da
vinicultura mundial. Outro destaque são os chamados “supertoscanos”, vinhos feitos com uvas francesas como a
Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, sozinhas ou em cortes com a Sangiovese, gerando produtos incríveis
– supertoscanos como o Solaia estão entre os grandes vinhos do mundo.